Friday, 18 December 2009

Novo álbum dos Bang Tango em 2010


Segundo o seu myspace oficial, os Bango Tango vão entrar em estúdio já a 2 de Janeiro de 2010 para produzir um novo álbum.

O seu último álbum, "From The Hip" data de 2006.

Análise: Europe - Last Look At Eden (2009)


De todas as bandas rock que se tinham separado nos anos 90 e que se reuniram já depois de 2000, os Europe são, para nós, a aposta mais coesa e ganha. Se várias são as bandas que se reuniram ao fim de hiatos de alguns anos que não apresentaram mais do que a vontade de fazer algum dinheiro à custa dos fãs, os Europe são exactamente o oposto disso. Depois de "Prisoners In Paradise", em 1992, a banda havia cessado funções até se ter reunido, novamente, em 2004 para lançar, o também interessante, “Start From the Dark”.

Em 2009 chega-nos “Last Look At Eden”, o terceiro álbum desde que a banda voltou a tocar junta e podemos afirmar que é um dos melhores de toda a carreira dos Europe.

Adaptando-se às sonoridades actuais mas introduzinho teclados e orquestrações de uma forma épica, os Europe estão de parabéns pelo excelente trabalho que produziram.

Nota-se que a produção do mesmo foi enorme tendo as próprias orquestrações sido gravadas pela Orquestra Sinfónica de Praga auferindo assim um som com uma qualidade perfeita. Essa parceria entre a Orquestra e os Europe foi bem aproveitada dando origem a uma orquestração de arrepiar assim que o álbum começa.

Os europe preocuparam-se, de uma forma quase cirúrgica, em obter músicas bem delineadas com boas vocalizações por parte de Joey Tempest, teclados bem colocados por Mic Michaeli e uma excelente secção rítmica assegurada pelo cada vez mais enérgico Ian Haugland e o baixista John Leven. Mais uma vez, John Norum desempenha um papel preponderante nas guitarras "solando" e “riffando” de forma exímia quer técnica quer sentimentalmente - a nível de “groove”, por exemplo.

A banda acaba assim por chegar a um nível de qualidade invejável e oferece-nos um álbum pleno de variedade. Desde momentos épicos como “Last Look At Eden” ou a excelente “No Stone Unturned”, a já comum balada mais comercial – “New Love In Town”, o rock mais enérgico em “The Beast” ou em “Gonna Get Ready”, a surpreendente “In My Time” com uma sonoridade muito “blues” ao jeito de Gary Moore ou Joe Bonamassa e, finalmente, a improvável “Mojito Girl” onde a banda tentou alcançar outras paisagens rítmicas de uma forma não tão bem conseguida.

Por ventura, “Last Look At Eden” dá-nos a impressão que algumas das suas músicas não exigiram tanto trabalho como outras. Se algumas das músicas descritas em cima apresentam um cuidado constructivo na composição muito grande, o mesmo já não se pode dizer de músicas como “U Devil U”, “Run With The Angels” e “Catch That Plane”. Nestes três exemplos, ficamos com a ideia que as músicas foram feitas meio à pressa e de uma forma mais leviana. É pena porque existem muitas outras músicas excelentes no álbum e se não fossem raras excepções, estávamos na presença do melhor álbum dos Europe.

Todavia, equilíbrio é a palavra que melhor define este trabalho e qualquer fã de rock deverá confirmar a excelente qualidade do mesmo que é, sem dúvida, um dos álbuns de rock do ano.

Indispensável.

Tracklist:
1. Prelude
2. Last Look At Eden
3. Gonna Get Ready
4. Catch That Plane
5. New Love In Town
6. The Beast
7. Mojito Girl
8. No Stone Unturned
9. Only Young Twice
10. U Devil U
11. Run With The Angels
12. In My Time

Músicas em Destaque:
No Stone Unturned;
The Beast;
Last Look At Eden;
In My Time;
Gonna Get Ready;

Nota Final (1/20):
17

Thursday, 3 December 2009

The Strokes regressam aos palcos


Os norte-americanos The Strokes anunciaram o regresso aos palcos em 2010. A banda tocará no festival Isle Of Wight, que ocorre entre os dias 11 e 13 de junho, na Escócia. Jay-Z e Friendly Fires também fazem parte do line-up do evento.

No final do mês passado, o baixista Nikolai Fraiture revelou que o grupo estava à procura dum estúdio, em Nova York, para a gravação do próximo disco, em janeiro, o primeiro desde "First Impressions Of Earth", de 2006. Recentemente, o disco de estreia dos The Strokes, "Is This It", foi eleito em votação promovida pelo New Musical Express como o melhor álbum da década.

Análise: Joe Perry - Have Guitar, Will Travel (2009)


Joe Perry, o famoso e respeitado guitarrista dos Aerosmith regressa ao seu projecto paralelo para lançar aquele que é o seu 5º álbum fora dos Aerosmith. Considerado um dos melhores guitarristas de sempre e sendo o ídolo de Slash, Joe Perry é um músico que exige que mantenhamos a fasquia alta para ele. E felizmente, não ficámos desiludidos com este novo trabalho..

“Have Guitar, Will Travel” tem a particularidade de contar com a participação do até agora desconhecido Hagen Grohe. Hagen deu um salto para a fama através de um golpe de sorte que até a ele deverá ser difícil explicar. Hagen tinha no youtube uns videos caseiros seus em que cantava algumas músicas. A esposa de Joe Perry, enquanto navegava na Internet descobriu Hagen e mostrou os seus talentos vocais a Joe Perry que também ficou entusiasmado com a maneira de cantar do alemão Hagen e contactou-o. Quando contactado por Joe Perry, o alemão achou que era uma piada mas viria a perceber mais tarde que se tratava de um telefonema verdadeiro. Assim, integrou o projecto de Joe Perry que também conta com a participação do baixista David Hull, o guitarrista Paul Santo e o baterista Marty Richards.

Podemos pois dizer que a inclusão de Hagen nas vozes foi uma interessante descoberta de alguém que poderia manter-se no anonimato de videos caseiros no Youtube para sempre. O alemão coloca uma boa tónica nas músicas e acaba por nos oferecer interpretações bem mais fluidas e abertas do que o próprio Joe Perry que também canta várias músicas. É um vocalista com bastante talento e só esperamos que consiga triunfar no universo do Hard Rock daqui em diante.

As músicas apresentadas em “Have Guitar, Will Travel” variam entre um Hard Rock bastante actual – as músicas em que Hagen Grohe canta - e um rock mais bluesy e clássico – nas músicas em que Perry canta. Acaba por ser um álbum bastante heterogéneo mas, ao mesmo tempo, homogéneo pois a guitarra de Joe é inconfundível e oferece às 10 músicas vários elementos próprios e característicos.

Destacamos as músicas “We've Got A Long Way To Go”; “Slingshot”; “Do You Wonder” e a magnífica “Oh Lord (21 grams)” onde Joe Perry nos dá a sua melhor interpretação nas vozes de sempre.

Não pensem que por ser um álbum do guitarrista dos Aerosmith, “Have Guitar, Will Travel” soa a Aerosmith. Só se for ao último álbum de covers “Honkin’ On Bobo” ou aos primeiros álbuns da banda. Ainda assim, não foi de certeza pretenção do Joe Perry partir para um projecto paralelo em que soa exactamente igual à sua banda principal. Este álbum vale por sim e é uma interessante opção para quem quer rockar um pouco sem pôr de parte as raízes dos Blues.

Recomendado!

Tracklist:
1. We've Got A Long Way To Go
2. Slingshot
3. Do You Wonder
4. Somebody's Gonna Get (Their Head Kicked In Tonite)
5. Heaven and Hell
6. No Surprise
7. Wooden Ships
8. Oh Lord (21 grams)
9. Scare The Cat
10. Freedom

Músicas em Destaque:
We've Got A Long Way To Go;
Slingshot;
Do You Wonder;
Oh Lord (21 grams);

Nota Final (1/20):
16

Thursday, 26 November 2009

Nova superbanda: The Damned Things


Uma nova superbanda está para chegar. Integrantes dos Fall Out Boy, Anthrax e Every Time I Die vão-se unir para formar uma nova banda, The Dammed Things, segundo as informações da revista Rock Sound.

O projecto de heavy metal será formado pelo guitarrista Joe Trohman e o baterista Andy Hurley, ambos dos Fall Out Boy, pelo vocalista dos Every Time I Die, Keith Buckley, pelos guitarristas dos Anthrax, Rob Caggiano e Scott Ian, e pelo baixista David Karon.

Scott Ian confirmou a reunião, mas parece que o grupo não definiu ainda quando será gravado o disco de estreia. O músico disse apenas que a banda já trabalhou em algumas faixas.

Análise: Bon Jovi - The Circle (2009)


Os Bon Jovi são uma das bandas que mais conseguem dividar as pessoas. Se muitos consideram-nos pirosos e demasiado lamechas, a verdade é que o colectivo é uma “máquina de fazer dinheiro” e já vendeu milhões de discos em todo o mundo. E nós, Rock Ends Rolling, que olhamos para as músicas de uma forma descomprometida com o facto de ser uma banda comercial ou undergound, declaramos que adoramos e respeitamos os Bon Jovi por serem uma banda que soube impor um estilo próprio que marcou o rock em todo o mundo desde “Slippery When Wet”, em 1986.

Contudo, e com base no último trabalho dos Bon Jovi, “The Circle”, temos que manifestar algum descontentamento com a banda. De facto, consideramos que os últimos 3 álbuns: este, o “Lost Highway” e o “Have A Nice Day” ficaram alguns furos abaixo do que a banda consegue fazer. Não acreditamos que a razão para este período menos inspirado seja o facto dos Bon Jovi estarem a querer fazer um som comercial e que venda bastante. A banda sempre teve um som comercial e não foi isso que fê-la lançar discos maus. “Bounce” de 2002 é, por exemplo, um álbum absolutamente bem feito. Achamos, simplesmente, que a banda perdeu o seu fulgor desde então. Se “Have A Nice Day” foi um álbum “morno” e sem grandes pontos fortes; se “Lost Highway” foi um álbum onde a banda tentou uma incursão no universo da Country Music que embora tenha apontamentos interessantes, não foi muito bem conseguida, este “The Circle” é, para nós, muito provavelmente o álbum mais fraco do colectivo.

E note-se: não é que as músicas sejam más. Longe disso, as músicas são todas bastante audíveis com a voz agradável de Jon Bon Jovi. O problema é que também não são nada de especial. Não dão singularidade à banda pois são algo muito normal e que nos transporta, quase sempre para lugares comuns.

Há detalhes interessantes em quase todas as músicas mas todas elas acabam por aborrecer-nos por serem pouco dinâmicas. Há uma tentativa de introduzir uma sonoridade mais rock do que em “Lost Highway” mas não o consegue fazer muito bem. Até o próprio Ritchie Sambora nos parece menos inspirado neste álbum.

Em “When We Were Beautiful”, talvez a faixa mais diferente do album, ouvimos umas guitarras a fazerem lembrar os U2 e com uma batida e coros a fazerem lembrar alguns ritmos africanos que achámos interessante. No entanto, nessa mesma música, a parte do vocalista Jon Bon Jovi, chegou-nos demasiado passiva e arrastada.

Destacamos as canções “Work For The Working Man”, “Superman Tonight”, “Live Before You Die” e “Happy Now”.

Apesar de um pouco desiludidos, temos que admitir que é positivo que os Bon Jovi se mantenham no activo e que vão criando mais discos.
Recomendamos a audição de “The Circle” a todos os que gostam da banda. Os que não gostam, afastem-se deste álbum pois não é o ideal para mudarem a vossa opinião.

Tracklist:
1. We Weren't Born to Follow
2. When We Were Beautiful
3. Work for the Working Man
4. Superman Tonight
5. Bullet
6. Thorn in My Side
7. Live Before You Die
8. Brokenpromiseland
9. Love's the Only Rule
10. Fast Cars
11. Happy Now
12. Learn to Love

Músicas em Destaque:
Work For The Working Man;
Superman Tonight;
Live Before You Die;
Happy Now;

Nota Final (1/20):
13

Tuesday, 24 November 2009

Bruce Springsteen vai lançar dvd


O cantor Bruce Springsteen vai lançar um DVD ao vivo e um Box Set no próximo ano, informa a "Rolling Stone". O DVD será composto por imagens da digressão do último álbum "Working On A Dream". Não foi revelado se o projeto mostrará um concerto específico ou se será uma compilação de várias apresentações.


Uma versão remasterizada do disco, um novo documentário com um making-of do LP e imagens ao vivo da digressão de 1978 devem estar presentes no Box Set.