Thursday, 2 September 2010

Guns N' Roses juntos outra vez?


Recentemente, em Agosto de 2010, um fã, conhecido por DJ 5agge conseguiu reunir os Guns N' Roses, embora duma forma meramente virtual.

DJ 5agge introduziu as partes vocais de Axl Rose em “Chinese Democracy” com faixas dos Velvet Revolver e do disco de Slash a solo e disponibilizou um EP demonstrando aquilo que poderiam ser os Guns N' Roses, se a formação de “Use Your Illusion” ainda estivesse junta.

O EP chama-se "GN'R Revisited" e conta com quatro músicas que trazem partes das vocalizações de Axl nas músicas “Prostitute”, “Chinese Democracy”, “If The World”, “There Was a Time”, “Scraped” e “Madagascar”, além do audio da performance do cantor como o DJ Tommy “The Nightmare” Smith, que apareceu no jogo “Grand Theft Auto: San Andreas”.

Os instrumentais resultam das músicas “Beautiful Dangerous”, do disco a solo de Slash, e de “Slither” e “Messages”, dos Velvet Revolver.

A tracklist do EP é:
1. A New Beginning
2. If The World
3. The Nightmareline Blues
4. Messages From Madagascar

Análise: Avenged Sevenfold - Nightmare (2010)


Nightmare marca o regresso dos Avenged Sevenfold aos lançamentos depois do aclamado álbum homónimo de 2007, que colocou o colectivo de vez na rota do sucesso, e da conturbada morte do excelente baterista Jimmy “The Rev” Sullivan, em Dezembro de 2009.

Para o lugar de Jimmy, a banda chamou Mike Portnoy, um talento inegável atrás dos timbalões, mais famoso por ser o virtuoso baterista dos também virtuosos Dream Theater. Portnoy era também um ídolo de Jimmy portanto acabou por ser uma homenagem ao falecido “The Rev” o convite de Portnoy por parte da banda. Tal como “The Rev”, Portnoy é exímio nas baquetas. O mesmo pode ser dito do guitarrista Synyster Gates que destila qualidade na abordagem que faz a cada uma das músicas. Da nova geração de guitarristas, arriscamos que é provavelmente o mais interessante, ao conjugar uma boa técnica com uma harmonia invejável.

Analisando as músicas concretamente, temos que admitir que ficámos deliciados com as primeiras faixas do álbum! “Nightmare”, “Welcome To The Family” e “Danger Line” – especialmente esta última – abrem o álbum de forma exímia. Com um metal rápido e enérgico que tem contagiado fãs de ano para ano, os Avenged Sevenfold seguem neste trabalho a linha que lhes granjeou sucesso com o álbum homónimo de 2007 mas introduzindo, aqui e ali, novas e refrescantes ideias e inspirações. Em “Danger Line”, por exemplo, é óbvia a referência ao power metal.

Porém, se o início é perfeito, parece que é a partir da quarta faixa “Buried Alive” com um solo de guitarra inicial a fazer lembrar Metallica, que as coisas se tornam menos geniais e menos surpreendentes. Não que “Buried Alive”, “Natural Born Killer”, “So Far Away” ou “God Hates Us” sejam más músicas. Simplesmente não são tão boas. “Victim” volta a ser um ponto alto mas são a “Fiction”, que nos remete para uma sonoridade semelhante a Muse, e “Save Me” que permitem-nos assegurar que estamos perante um álbum muito bom e obrigatório. Esta última, com quase 11 minutos de duração, é uma das melhores do colectivo e tem que ser adorada por qualquer pessoa que diga que gosta de metal!

Como nota menos positiva deste álbum tão interessante, podemos admitir que talvez preferíssemos que existissem menos baladas – não que tenhamos nada contra baladas, adoramos baladas! – mas sim porque 3 baladas seguidas num álbum duma banda de metal, quebra um pouco a energia que se procura num colectivo como os Avenged Sevenfold. Ainda assim, aplaudimos a introdução de novos elementos que permitiram à banda ir mais além.

Aquilo que mais gostamos nos Avenged Sevenfold é que eles têm uma rara capacidade em misturar muita coisa e saírem bem sucedidos com isso. O som é metal, a atitude é rock. Há preocupações com os coros que conseguem polir as partes mais pesadas das músicas. As secções de bateria estão perto da perfeição e os solos de guitarra são absolutamente bem concebidos.

Podem ser a banda da "modinha" mas não é por isso que gostamos deles... Gostamos deles porque são bons e fazem boa música, com cuidado e talento.


Tracklist:
1. Nightmare
2. Welcome To The Family
3. Danger Line
4. Buried Alive
5. Natural Born Killer
6. So Far Away
7. God Hates Us
8. Victim
9. Tonight The World Dies
10. Fiction
11. Save Me

Músicas em Destaque:
Danger Line;
Save Me;
Fiction;
Victim;
Welcome To The Family
Nightmare;

Nota Final (1/20):
18

Wednesday, 12 May 2010

Slash ao vivo em Portugal


Slash, o lendário guitarrista dos Guns N´Roses originais e dos Velvet Revolver, actua a solo nos dias 22 e 23 de Junho nos coliseus do Porto e Lisboa, onde apresentará o seu primeiro álbum a solo, anunciou esta terça-feira a promotora dos espetáculos.

Nos concertos do Porto (22 de Junho) e de Lisboa (23 de Junho) Slash far-se-á acompanhar por Myles Kennedy, dos Alter Bridge, que também participou no primeiro álbum a solo do guitarrista.

Análise: BulletBoys - 10c Billionaire (2009)


Se há álbuns que definem bem aquilo que é um hard rock “kickass”, “10c Billionaire” dos BulletBoys é um deles! Esta banda que marcou timidamente o final da década de 80 com o seu bom glam rock que, infelizmente, acabou consumido na enorme vaga Glam desta época que, tão depressa trazia as bandas mais talentosas à ribalta como fazia bandas que mal conseguiam tocar os seus instrumentos adquirirem uma popularidade pouco merecida. Os BulletBoys não eram nem uma nem outra coisa. Se é verdade que são excelentes músicos a nível técnico, também é verdade que nunca conseguiram conquistar a devoção de fãs e críticos.

Depois de estarem separados há alguns anos, decidiram reunir-se outra vez para a gravação dum disco. Para nós que já conhecíamos o trabalho destes músicos, podemos dizer-vos que este “10c Billionaire” é o melhor disco do colectivo até agora. Sempre a abrir é o termo a utilizar para descrever este trabalho.

A sonoridade mudou um pouco, porém. Aquilo que os Rapazes Bala fazem já não é tão glam como inicialmente mas sim um rock pesado com influências que passam pelo Sleaze (como Beautiful Creatures ou Hardcore Superstar, por exemplo), pelo punk e pelo próprio grunge que parece vir ganhando espaço ultimamente.

De destacar a boa produção do álbum, as boas performances individuais, a boa voz do vocalista Marq Torien e o som das guitarras que está bastante agressivo mas sem que isso torne a música demasiado barulhenta.

Se as guitarras são fortes e cheias de poder, é a voz de Torien que acaba por nos encher os ouvidos da melhor maneira possível.

Os arranjos e as próprias estruturas das músicas remetem-nos muitas vezes para o som grunge dos Soundgarden, Stone Temple Pilots ou Alice In Chains.

As nossas preferências recaem nas poderosas “Asteroid” e “Born to Breed”, na interessante balada “Road to Nowhere” e na “Girls Kissin' Girls” que nos lembra muito o punk divertido dos Ramones.

É daqueles álbuns que nos faz pensar: “Mas porque é que ninguém fala disto se é tão bom e agradável?” As Blitz, as Louds e outras, em vez de continuarem, mês após mês, a publicare novas informações – quando são novas – sobre as mesmas bandas de sempre, deveriam dar espaço às bandas que simplesmente fazem boa música.

É aquilo que o Rock Ends Rolling tenta fazer!

E estes BulletBoys são mais que recomendados!

Tracklist:
1. Asteroid
2. Blessed By Your Touch
3. Born to Breed
4. Bringing Home the Gun
5. Girls Kissin' Girls
6. Jenna Star
7. Road to Nowhere
8. Save the World
9. Wasted
10. Witness

Músicas em Destaque:
Asteroid;
Girls Kissin' Girls;
Road to Nowhere;
Born to Breed;

Nota Final (1/20):
16

Tuesday, 20 April 2010

Vocalista dos Type O Negative morre


Peter Steele faleceu na passada quarta-feira com apenas 48 anos, avançou a CBS News. De acordo com um comunicado emitido pelo manager dos Type O Negative, o vocalista terá sofrido um ataque cardíaco.

Quando a notícia da sua morte foi divulgada, muitos duvidaram da veracidade. Afinal, há dois anos, a banda disponibilizara no seu site uma fotografia de uma lápide onde estava inscrito o nome do cantor.

Que descanse em paz.

Análise: Avantasia - Angel Of Babylon (2010)


No seguimento da nossa anterior análise a “The Wicked Symphony” que foi lançado no mesmo dia deste “Angel Of Babylon” começamos por dizer que lamentamos que existam dois álbuns em vez de um. Se existisse apenas um álbum que reunisse as melhores de cada disco, este trabalho que segundo Tobias Sammet encerra a carreira dos Avantasia, seria verdadeiramente épico e um must have para qualquer fã de rock. Mas como isto é estarmo-nos a basear meramente na suposição, começamos por dizer que este disco reúne as mesmas qualidades e defeitos de “The Wicked Symphony”. Também aqui existem músicas com uma qualidade estrema misturadas com músicas com um qualidade mais duvidosa e onde imperam os refrões fáceis e algo desinspirados.

A produção sonora é muito boa tal como são as prestações dos músicos convidados por Tobias para as guitarras e para as percussões. O baixo é assegurado por Tobias Sammet em ambos os discos.

Os convidados para as vozes continuam a ser os brilhantes Jorn Lande (Masterplan); Russel Allen (Symphony X), Michael Kiske (Helloween) e Bob Catley (Magnum). A estes nomes respeitáveis juntam-se ainda Jon Oliva (Savatage), Oliver Hartmann (At Vance) e a belíssima cantora Cloudy Yang, que tem uma importante colaboração neste álbum.

Preferimos este "Angel Of Babylon" em relação a “The Wicked Symphony”. Não que seja substancialmente superior mas sim porque, no total, tem mais músicas que nos agradaram e está mais heterogéneo.

As nossas preferências recaem na “Death Is Just A Feeling” que sendo muito original e divertida, chega a fazer-nos lembrar uma canção para um musical. Gostámos muito de “Blowing Out The Flame” que é uma das melhores power ballads que ouvimos nos últimos anos. Sem ser demasiado lamechas, tem uma melodia muito bela e relaxante.

A “Symphony Of Life” que curiosamente não foi escrita por Tobias Sammet mas sim por Sasha Paeth também é uma das nossas preferidas pois é bastante original, tem uns arranjos modernos mas numa estrutura clássica e funciona muito bem com a voz cristalina de Cloudy Yang. Gostámos também muito da “Alone I Remember” onde Tobias troca o Power Metal pelo Hard Rock de uma forma inteligente e interessante.

Quem tudo quer, tudo perde. É um antigo ditado que pensamos encaixar bem naquilo que Sammet fez em 2010. Ao lançar 21 músicas divididas em 2 álbuns onde cerca de metade tem uma qualidade muito boa e onde a outra metade tem uma qualidade mais dúbia, permite-nos fazer vincar, novamente, que, se tivesse sido lançado um álbum com as 11 melhores músicas das 21, estaríamos perante um dos melhores álbuns de Power Metal de sempre. Como tal não aconteceu, estamos apenas perante um bom álbum dentro desse género.

Tracklist:
1. Stargazers
2. Angel Of Babylon
3. Your Love Is Evil
4. Death Is Just A Feeling
5. Rat Race
6. Down In The Dark
7. Blowing Out The Flame
8. Symphony Of Life
9. Alone I Remember
10. Promised Land
11. Journey To Arcadia

Músicas em Destaque:
Death Is Just A Feeling;
Blowing Out The Flame;
Symphony Of Life;
Alone I Remember;

Nota Final (1/20):
17

Análise: Avantasia - The Wicked Symphony (2010)


Antes de avançarmos para qualquer análise mais concreta ao trabalho de Tobias Sammet e companhia, convém já deixar algo bem claro: este álbum está bem distante daquilo que foi a saga “The Metal Opera”. Apesar do mentor do projecto, Tobias Sammet (vocalista dos Edguy) afirmar que se trata igualmente de um álbum conceptual onde o “The Scarecrow” e o “Angel Of Babylon” fazem parte da trilogia, não nos parece que, nem na parte lírica ou mesmo na musical, exista uma linha conceptual, uma história constante, como existiu nos belíssimos “The Metal Opera I e II”.

Aqui temos um conjunto de músicas bem mais na linha daquilo que os Edguy fazem, do que propriamente naquilo que os Avantasia fizeram nos primeiros dois álbuns. Em “The Wicked Symphony” que foi lançado exactamente no mesmo dia de “Angel of Babylon” – remetendo-nos à altura onde também os Guns n’ Roses lançaram no mesmo dia os álbuns “Use Your Illusion I e II” – voltam a marcar presença nomes grandes do metal como Russel Allen (Symphony X), Jorn Lande (Masterplan), Micheal Kiske (Helloween), Tim Owens (Judas Priest, Iced Earth), Klaus Meine (Scorpions), André Matos (Angra) e Bob Catley (Magnum), entre outros.

A produção sonora e gráfica de todo o álbum é soberba com orquestrações com sons muito minuciosos e detalhes deliciosos. Também os pormenores técnicos dos excelentes músicos que fazem parte da escolha de Tobias Sammet são perfeitos. Há excelentes solos de guitarra em todas as músicas onde salta ao ouvido a qualidade melodiosa e técnica dos guitarristas convidados. Existem igualmente bons detalhes rítmicos nas baterias e percussões.

Convém dizer que, para um amante de Power Metal, este é um álbum indispensável e que não deve ser perdido. No entanto, no cômputo geral, “The Wicked Sumphony” não consegue ser tão especial e genial como os álbuns “The Metal Opera”. As músicas são, regra geral, boas com algumas a evidenciarem uma qualidade acima da média mas existem muitas outras que nos parecem meros “fillers”. Encontramos também algumas músicas que instrumentalmente são interessantes mas que têm refrões que tentam em vão ser orelhudos. O primeiro single do álbum com a participação de Klaus Meine dos Scorpions demonstra o lado pior de todo o disco, para nós.

Atrevemo-nos mesmo a dizer que seria tão melhor que, em vez de lançar dois álbuns no mesmo dia, Tobias Sammet tivesse reunido as melhores músicas de cada álbum e tivesse lançado apenas um disco. Isso sim, seria um passo excelente e, provavelmente o nosso discurso seria outro e teríamos que acabar por considerar o disco como um álbum absolutamente indispensável.

Como não foi isso que aconteceu, a qualidade das músicas tem altos e baixos com a primeira faixa homónima “The Wicked Symphony” a ser uma das nossas preferidas devido à excelente variação a meio da música; tal como as excelentes “Runaway Train” que quase chega a ombrear com as melhores músicas de “The Metal Opera”; “Black Wings” onde temos uma música bem mais negra que as outras e que muito nos agradou e “States of Matter” onde há um equilíbrio perfeito entre o Power e o Heavy Metal.

Posto isto, recomendamos "The Wicked Symphony" apenas aos fãs mais experientes do género Power Metal. Aqueles que estão a dar os primeiros passos neste subgénero ou para os que não conhecerem de todo este tipo de música, ponham os álbuns “The Metal Opera I e II” à frente deste.

Tracklist:
1. The Wicked Symphony
2. Wastelands
3. Scales Of Justice
4. Dying For An Angel
5. Blizzard On A Broken Mirror
6. Runaway Train
7. Crestfallen
8. Forever Is A Long Time
9. Black Wings
10. States Of Matter
11. The Edge

Músicas em Destaque:
The Wicked Symphony;
Runaway Train;
Black Wings;
States Of Matter;

Nota Final (1/20):
16